Dramatis Personæ
(Conforme combinado antes do início do jogo)
BRANCAS
PEÇAS
Tweedledee
Unicórnio
Ovelha
Rainha Branca
Rei Branco
Homem Velho
Cavaleiro Branco
Tweedledum
PEÕES
Margarida
Lebre de Março [Haigha]
Ostra
Lírio [Lily]
Corça
Ostra
Chapeleiro Maluco [Hatta]
Margarida
VERMELHAS
PEÇAS
Humpty Dumpty
Carpinteiro
Morsa
Rainha Vermelha
Rei Vermelho
Corvo
Cavaleiro Vermelho
Leão
PEÕES
Margarida
Mensageiro
Ostra
Lírio-tigre
Rosa
Ostra
Rã
Margarida
O Peão Branco (Alice) joga e vence em onze lances.
Alice encontra a Rainha Vermelha; Rainha Vermelha para a 4ª casa da Torre do Rei.
Alice atravessa (de trem) a 3ª casa da Rainha até a 4ª casa da Rainha. (Tweedledum e Tweedledee.); Rainha Branca para a 4ª casa do Bispo da Rainha. (Atrás do xale.)
Alice encontra a Rainha Branca. (Com xale.); Rainha Branca para a 5ª casa do Bispo da Rainha. (Transforma-se em ovelha.)
Alice para na 5ª casa da Rainha. (Loja, rio, loja.); Rainha Branca para a 8ª casa do Bispo do Rei.(Deixa o ovo na prateleira.)
Alice para na 6ª casa da Rainha. (Humpty Dumpty.); Rainha Branca para a 8ª casa do Bispo da Rainha. (Fugindo voando do Cavaleiro Vermelho.)
Alice para na 7ª casa da Rainha. (Floresta.); Cavaleiro Vermelho para a 2ª casa do Rei. (Xeque.)
Cavaleiro Branco captura o Cavaleiro Vermelho. Cavaleiro Branco para a 5ª casa do Rei.
Alice para na 8ª casa da Rainha. (Coroação.); Rainha Vermelha para a casa do Rei. (Exame.)
Alice torna-se Rainha. As Rainhas fazem roque.
Roque de Alice. (Festa.); Rainha Branca para a 6ª casa da Rainha. (Sopa.)
Alice captura a Rainha Vermelha e vence.
Criança de rosto puro,
E olhos sonhadores de encanto!
Embora o tempo seja veloz, e eu e tu
Estejamos separados por meia vida,
Teu sorriso amoroso certamente acolherá
O presente de amor de um conto de fadas.
Não vi teu rosto ensolarado,
Nem ouvi teu riso prateado,
Nenhum pensamento meu encontrará lugar
No futuro de tua jovem vida,
Para que agora não deixes
De ouvir meu conto de fadas.
Um conto iniciado em outros dias,
Quando os sóis de verão brilhavam —
Um simples sino, que marcava o tempo
Ao ritmo dos remos —
Cujos ecos ainda vivem na memória,
Embora os anos invejosos digam: “Esqueça”.
Vem, ouve então, antes que a voz do medo,
Carregada de amargas notícias,
Chame ao leito indesejado
Uma donzela melancólica!
Somos apenas crianças mais velhas, querida,
Que aguardam encontrar nossa hora de dormir.
Lá fora, a geada, a neve ofuscante,
A loucura furiosa do vento tempestuoso;
Aqui dentro, o brilho avermelhado do fogo
E o ninho de alegria da infância.
As palavras mágicas te prenderão;
Tu não prestarás atenção ao estrondo delirante.
E embora a sombra de um suspiro
Possa tremer através da história,
Pelos “felizes dias de verão” passados
E pela glória do verão desaparecida,
Ela não lançará seu sopro pesado
Sobre o encanto de nosso conto de fadas.